segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Um parto super desumanizado.


Meu parto desumanizado.

Bom tive meu príncipe aos 20 anos, no Hospital da Aeronáutica e no dias dias mães dia 13/05/2001.
Quando foi 4:00 da manhã eu comecei a sentir uma cólica fininha, fui no banheiro e vi o tampão na minha calcinha então percebi que era a hora dele chegar, me depilei e fiquei sozinha curtindo a dorzinha, lembro de ter pensado : 
"poxa é por isso que as mulheres gritam tanto!!! Uma dorzinha dessas..."
Só que era apenas o início. Estávamos preparados para ir ao clube bater umas fotos e comemorar o dia mães quando eu falei que estava com dores então todos se animaram e começaram a correr pela casa gritando que o bebê ia nascer e eu sozinha curtindo a dor que ñ era mais tão pequena como no início.
Minha mãe ligou para a minha ginecologista e ela disse para eu ir ao hospital quando as contrações estivessem de 5 em 5 minutos. Nesse meio tempo minha mãe mandou eu fazer uma lavagem intestinal com um remédio que nem lembro o nome, ela disse que no hospital as enfermeiras são muito grosseiras, nos depilam com agressividade e ficam rindo da nossa cara, então preferi fazer tudo em casa quando deu o tempo indicado pela médica fui para o hospital, chegando lá uma outra médica me atendeu, eu nunca tinha visto ela na vida então me explicaram que ela havia sido transferida para Belém a pouco tempo, de cara minha mãe já disse que aquela doutora era isso e aquilo pq a médica havia dado umas respostas tortas para ela.
Eu já estava com 5 cm de dilatação e era mais ou menos 16:00, ela me encaminhou para uma sala onde iria estourar a minha bolsa para acelerar o trabalho, fui sozinha, me deitei em uma mesa, ela colocou uma pinça e estourou, eu ñ senti nada, só a água jorrando, a médica ainda ficou com raiva pq ela se molhou. Mas até ai tudo bem, a médica me deixou sozinha no quarto com minha mãe e sumiu, depois uma enfermeira chegou dizendo que iria aplicar um soro para aumentar a dor e acelerar o trabalho de parto para eu não sofrer tanto, fiquei desesperada pq a dor já era insuportável
Pedi um remédio para aliviar a dor pois já tinha lido algo sobre isso, mas a médica disse que ñ existia remédio para aliviar a dor do parto.
Isso já era umas 19:00 e eu tinha visto essa médica somente 3 vezes, ela me fazia visitas rápidas menos de 5 min. cada, isso pq eu era a única paciente do hospital em trabalho de parto, tinha uma outra moça internada lá mas depois eu conto pq.
Só sei que esse soro me fez gritar de tanta dor, parecia que eu ia morrer, eu só queria dormir e acordar quando tudo tivesse passado então a dor foi ficando mais fraca e as contrações foram se espaçando mais, minha mãe foi atras de alguma enfermeira ou alguém responsável e achou a médica deitada em uma sala, ela veio com "aquela cara" mas ñ fez nada, mandou uma enfermeira ir arrumar o soro.

Eu já estava com 5 cm de dilatação e era mais ou menos 16:00, ela me encaminhou para uma sala onde iria estourar a minha bolsa para acelerar o trabalho, fui sozinha, me deitei em uma mesa, ela colocou uma pinça e estourou, eu ñ senti nada, só a água jorrando, a médica ainda ficou com raiva pq ela se molhou. Mas até ai tudo bem, a médica me deixou sozinha no quarto com minha mãe e sumiu, depois uma enfermeira chegou dizendo que iria aplicar um soro para aumentar a dor e acelerar o trabalho de parto para eu não sofrer tanto, fiquei desesperada pq a dor já era insuportável
Pedi um remédio para aliviar a dor pois ja tinha lido algo sobre isso, mas a médica disse que ñ existia remédio para aliviar a dor do parto.
Isso já era umas 19:00 e eu tinha visto essa médica somente 3 vezes, ela me fazia visitas rápidas menos de 5 min. cada, isso pq eu era a única paciente do hospital em trabalho de parto, tinha uma outra moça internada lá mas depois eu conto pq.






Só sei que esse soro me fez gritar de tanta dor, parecia que eu ia morrer, eu só queria dormir e acordar quando tudo tivesse passado então a dor foi ficando mais fraca e as contrações foram se espaçando mais, minha mãe foi atraz de alguma enfermeira ou alguém responsável e achou a médica deitada em uma sala, ela veio com "aquela cara" mas ñ fez nada, mandou uma enfermeira ir arrumar o soro.

quando era umas 20:00 a médica apareceu de novo, verificou a dilatação, disse que faltava pouco, então me mandou fazer força, fiz. Quando estava pertinho ela mandou eu sentar em uma cadeira de rodas só que ñ consegui, eu tinha que levantar e sentar sozinha com aquela dor, foi horrível, minha mãe fez muita força para ñ me deixar cair, fomos para a sala de parto, a médica ñ deixou minha mãe ver nada nem deixou fotografar. Ela me mandava fazer força, falava que o bebê já estava vindo, eu queria morrer mas não conseguia. Só sei que na hora de uma forte contração ela me cortou, ñ senti nada na hora.






 O bebê nasceu, achei até que foi rápido , meu sofrimento tinha acabado (pensei), depois disso o Lucas foi levado para os primeiros cuidados e a médica deu uma anestesia no local do corte e ficou me costurando, eu sentia cada pontada, era insuportável, sofri muito mesmo. Minha mãe conseguiu abrir a porta e bater uma foto, ela disse que tinha muito lençol ensopado com o meu sangue.





Sentei em uma cadeira de rodas para ir para o quarto, ela ainda colocou os lençóis de sangue, enrrolados com um pano limpo no meu colo para a enfermeira que ia me deixar recolher depois,tenho até uma foto com a enfermeira me empurrando para o quarto e os lençóis no meu colo.
Bom, essa foi a parte boa do parto!!!







Quando cheguei no quarto dormi, pelo menos tentei ! Pois estava cansada e com dor, fui dispensada em 3 dias mas não conseguia andar sozinha, precisava de alguém me apoiando, estava muito fraca. Viemos para casa mas a médica disse para eu voltar lá em 7 dias para minha ginecologista verificar os pontos e deu a receita de um remédio para passar a dor, disse que era só isso mesmo, só uma caixa e mais nada, mandou lavar o corte com água e sabão e tudo estaria bem.
Quando fez dois dias a caixa do remédio acabou, então comecei a sofrer de verdade, ñ conseguia sentar de dor, imagine andar...Minha mãe falava que eu era muito mole, que estava fazendo doce e me mandava caminhar mesmo sem poder, eu ia me arrastando pelas paredes e chorando então pedir por favor para ela comprar outro remédio, foi então que me senti melhor um pouquinho mas ainda doia muito.
Quando deu 6 dias minha mãe pediu para ver os pontos e ficou muito aflita, ela viu que eu ñ estava fazendo corpo mole, os pontos cairam todos, estava tudo inflamado e com pus por isso tanta dor. Fomos na minha médica minha mãe falou que estava inflamado mas a médica disse que era assim mesmo, só que quando ela viu ficou indignada, me pediu para voltar lá com três dias que ela iria fazer uma cirurgia pois estava horrível, ela tinha que reparar o erro da outra pq se cicatrizasse assim ia ser pior, comecei a chorar e a ter crises de asma, minha mãe disse para fazer isso quando eu fosse fazer períneo mas a médica disse que ia ser pior se cicatrizasse aberto, isso se cicatrizasse né...
Ela passou uns remédios, um creme, um para fazer assento e outro para tomar, ñ lembro nenhum nome. Quando voltei lá depois de três dias para a tal cirurgia já fui chorando e com uma enorme falta de ar, quando deitei na mesa e abri as pernas minha médica ficou maravilhada pois havia fechado tudo como se os pontos nunca tivessem caido, foi um milagre, sei que meu amado Jesus me ajudou e fez isso para honra e glória Dele.Sem contar que tudo isso me deu uma bela depressão pós parto... 
Aquela outra moça que estava lá no hospital no dia do meu parto estava justamente pq essa médica fez o parto dela, uma cesáriana e os pontos também abriram, todos abriram, foi horrível, pior que o meu caso pq ela fez tudo denovo e sofreu muito, tadinha.
Quando ao períneo não precisei fazer, pratico pompoarismo oq ajuda muito em caso de parto normal e tudo vai muito bem obrigada!!!
Mas o medo fica né!!!
Se você quiser ver algumas imagens desse parto frank  "Clique aki".

2 comentários:

  1. mas que médica incompetente. Ela foi denunciado ao CRM? Deveria, pois tinha duas provas (ou muito mais)da falta de profissionalismo.

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